No Doente Mental, as avd’s ficam prejudicadas devido ao
déficit de atenção, concentração, tolerância, memória, seqüência lógica e
habilidades manuais, abrindo espaço para o manuseio de recursos artísticos
com finalidades terapêuticas.
O ambiente (setting)
onde serão trabalhados tais objetivos, é de fundamental importância para o
sucesso do mesmo. Na dinâmica deste setting, devem ser observados
minuciosamente, as expressões faciais, verbais e materiais, que são de
grande valia para a formulação das trilhas associativas. Nestes momentos
acrescenta-se a possibilidade de mostrar sentido e significado, que têm sido
buscados através da observação das atividades.
A atividade
expressiva utilizada pela Terapia Ocupacional pode de início causar angústia
com o resultado, devido a representação do íntimo do indivíduo, trazendo a
tona, conflitos muitas vezes desconhecidos pelo próprio.
A Terapia
Ocupacional vê o homem com um todo, biopsicosocialmente, portanto, o seu
conhecimento compreende um jogo entre o que é sentido e o que é pensado.
Dentre tantas
atividades, a Terapia Ocupacional obtém melhores resultados com o Doente
Mental através das atividades expressivas e artísticas por possibilitarem a
tentativa da representação dos sentimentos, sem a presença da linguagem
verbal. O homem consegue sua reestruturação, através da modelagem, em suas
tentativas de moldá-la, ao se identificar com a matéria.
As atividades
por si só são terapêuticas, mas cabe ao terapeuta selecionar e analisar o
que cada uma proporciona, e aplicá-las de acordo com as necessidades do
cliente.
Terapia
Ocupacional é atividade de maneira geral, não resume-se a auto-expressivas,
mas na doença mental, é a mais eficaz. A atividade artística proporciona a
auto-expressão, por mobilizar sensibilidade e criatividade, que são
particulares em cada um.
Em muitos casos,
a comunicação verbal com doentes mentais, tem o mínimo de possibilidades de
êxito, favorecendo a fundamentação da Terapêutica Ocupacional por utilizar
atividades que permitam a expressão de vivências não verbalizáveis.
Érika Nobre