1. O que é SÍNDROME DO X-FRÁGIL ?
É a
causa mais freqüente de comprometimento mental com caráter hereditário,
afetando o desenvolvimento intelectual e o comportamento de homens e
mulheres.
A
expressão "X-Frágil" deve-se a uma anomalia causada por um gene defeituoso
localizado no cromossomo X , que, por sua vez, passa a apresentar uma falha
numa de suas partes. O X está presente no par de cromossomos que determinam
o sexo ( X Y nos homens e X X nas mulheres).
Essa
falha ou "fragilidade do X" causa um conjunto de sinais e sintomas clínicos
(ou uma síndrome). Daí o nome de Síndrome do X-Frágil (SXF).
A
principal manifestação dos problemas da SXF revela-se no comprometimento da
área intelectiva ou cognitiva: desde dificuldades de aprendizagem até graus
leve, moderado, severo ou profundo de retardo mental.
Como
causa geral de retardo mental, é a segunda causa mais freqüente, sendo
suplantada somente pela Síndrome de Down. Diferentemente desta, porém,
apresenta um caráter de herança e pode atingir vários membros de uma mesma
família, sem revelar características físicas marcantes.
Os
sinais e sintomas da SXF, por serem semelhantes a outros casos de atrasos e
distúrbios gerais de desenvolvimento, necessitam de confirmação através de
exame genético com técnicas especiais. A precisão dessa prova pode orientar
ou redirecionar tratamentos, visando a torná-los mais específicos.
Possibilita, igualmente, aconselhar as famílias afetadas sobre os riscos de
recorrência e as possíveis opções reprodutivas.
2. Quem pode ser afetado pela SXF ?
Famílias de todas raças e grupos étnicos podem ser atingidas pela síndrome,
que afeta mais intensa e freqüentemente os homens do que as mulheres.
3. A SXF é rara ou freqüente ?
De
acordo com dados de pesquisas e estudos epidemiológicos realizados em países
desenvolvidos, estima-se que, na população em geral, 1 em cada 2000 pessoas
seriam afetadas pela SXF, manifestando seus problemas. Uma em cada 259
mulheres seria portadora ou carregaria o gene com o defeito que causa a
síndrome.
Com
comprometimento intelectual significativo, isto é, com algum grau de retardo
mental, ela atinge aproximadamente 1 em cada 1 250 homens e 1 em cada 2 500
mulheres.
Pesquisas indicam que 80 a 90% das famílias portadoras ainda não foram
diagnosticadas (dados recentes da Espanha).
No
Brasil não há estatísticas formais. Constata-se, porém, um freqüente
desconhecimento dessa causa de comprometimento mental, tanto por parte de
profissionais da área da saúde como da educação e, conseqüentemente, por
parte da população em geral.
Portanto,não é rara. É pouco conhecida e diagnosticada, já que sua
investigação, comprovação e descrição científicas são recentes.
4. Qual a causa da SXF ?
Problemas semelhantes de retardo mental, ligados ao cromossomo X e com
predominância em homens, foram observados em famílias desde as décadas de
40-50, para os quais dava-se o nome de Síndrome de Martin-Bell.
A SXF
foi melhor caracterizada em 1970 através da observação do cromossomo
X-Frágil por estudos de citogenética. Mas somente a partir de 1991, é que
estudos moleculares identificaram com precisão a causa de tais problemas: a
mutação ou mudança ocorrida num gene FMR1 (Fragile Mental Retardation 1).
Tal gene localiza-se no cromossomo X e explica a falha (um sítio frágil) em
uma das partes desse cromossomo (na porção subterminal de seu braço longo).
O
gene FMR1 apresenta, no seu início, cópias repetidas CGG ou
Citosina-Guanina-Guanina, que são algumas das bases nitrogenadas que compõem
o DNA (molécula de ácido desoxirribunucleico que contém a informação
genética, formando os cromossomos).
O
número normal dessas cópias varia de 6 a 50. Indivíduos afetados pelos
problemas da Síndrome do X Frágil apresentam mais de 200 cópias (mutação
completa), o que faz com que não ocorra a síntese de uma proteína essencial
para o organismo, denominada FMRP.
Essa
falta - que pode apresentar-se em diferentes proporções - repete-se nas
células do organismo. Isso compromete várias estruturas e funções orgânicas,
principalmente, às ligadas a capacidades mentais.
Indivíduos, que apresentam um número intermediário de cópias (entre 50 e
200), possuem a chamada pré-mutação. Em geral não mostram sintomas, embora
possam transmitir a doença.
Estudos sobre as formas de ocorrência desse gene FMR1 vieram esclarecer
particularidades importantes, próprias da Síndrome do X-Frágil, tanto na
variação de suas manifestações como nas suas formas de transmissão entre os
membros de uma mesma família.
5. Como a SXF é transmitida ?
A
presença do gene defeituoso (FMR-1) pode encontrar-se em estado de
pré-mutação (50 a 200 cópias CGG), tornando a pessoa "portadora". Ou,
encontrar-se na forma de mutação completa (mais de 200 cópias CGG), tornando
a pessoa "afetada".
As
pessoas portadoras possuem um defeito menor no gene devido à pré-mutação.
Elas podem demonstrar apenas sintomas leves da síndrome ou nenhuma de suas
características. Nesse caso, são consideradas clinicamente normais.
Um
homem portador, mesmo que não apresente problemas intelectivos, transmitirá
a pré-mutação a todas suas filhas, mas a nenhum de seus filhos. Suas filhas,
mesmo sem alterações físicas, intelectivas e emocionais, poderão ter filhos,
netos, bisnetos ... com problemas, pois serão portadoras.
Cada
filho ou filha de uma mulher portadora tem 50% de chance de herdar o gene.
Mas se ela for afetada, apresentando retardo mental, a possibilidade de ter
filhos também afetados será maior.
A
pré-mutação pode ser transmitida de forma "silenciosa" ao longo das gerações
de uma família, até que um de seus membros seja afetado pela síndrome.
Estudos recentes revelam que a herança, nesta enfermidade, tem padrões
peculiares. Por exemplo, o risco de gerar filhos afetados aumenta em
mulheres portadoras e clinicamente normais. Esse fenômeno é chamado de
antecipação, isto é, após o surgimento de um caso na família poderá haver um
aumento na freqüência de aparição e na severidade da doença em gerações
posteriores, pois o número de cópias CGG tende a aumentar de geração a
geração.
6. Por que a SXF atinge mais freqüentemente os homens do que
as mulheres ?
As
mulheres, tendo dois cromossomos X, apresentam duas cópias do gene FMR1. No
entanto, elas são mais raramente afetadas pelos problemas graves da
síndrome, porque, comumente, o aumento do número de cópias CGG anormal está
presente em apenas um dos cromossomos X - o que pode ser compensado pelo
funcionamento do outro gene normal contido no par.
Tal
compensação não ocorre no sexo masculino, pois existe somente uma cópia do
gene FMR1 no único cromossomo X do par X Y.
Daí, o porquê de apenas 1/3 de mulheres portadoras do gene alterado
apresentarem algum grau de atraso intelectivo.
7. Como se pode suspeitar da SXF ou reconhecer seus sintomas
?
Os
sinais e sintomas da SXF são numerosos. Eles variam conforme o grau de
mutação ou pré-mutação em que se encontra o gene FMR1. Portanto, um caso
específico pode apresentar poucas ou várias das características enumeradas a
seguir.
As
características fenotípicas (ou de aparência) são sutis. Nem sempre são
facilmente reconhecidas, principalmente em mulheres. Pessoas com SXF podem
até ser identificadas como tendo traços fisionômicos ditos "normais".
O
reconhecimento da síndrome está associado mais freqüentemente à deficiência
mental (de grau moderado a severo), acompanhada de alguns traços faciais e
dismórficos, cuja manifestação pode evidenciar-se em fases mais tardias do
desenvolvimento.
1.Características físicas:
Recém-nascidos
não apresentam indícios de aparência física que antecipem uma suspeita
precoce da SXF. De forma semelhante a outros quadros clínicos, apresentam
macrocefalia (perímetro da cabeça maior que o normal) e hipotonia (baixo
tônus muscular), podendo esta revelar-se, por exemplo, na falta de força
para sugar na mamada.
Crianças maiores
evidenciam:
·
Atrasos no
desenvolvimento psicomotor, com aquisição tardia de posturas (sentar-se,
por-se em pé, andar); dificuldades na coordenação de movimentos amplos e
finos, inclusive nos requeridas pela motricidade oral para articular a fala.
·
Otites
médias freqüentes e recorrentes, podendo produzir alterações que dificultam
a percepção dos sons na aquisição da fala.
·
Pálato
ogival ("céu da boca muito alto").
·
Má oclusão
dentária.
·
Transtornos
oculares (estrabismo, miopia).
·
Alterações
em estruturas e funções cerebrais.
·
Convulsões e
epilepsia.
·
Outros
sintomas: alterações no aparelho osteoarticular (hiperextensibilidade dos
dedos, especialmente das mãos; escolioses; pés planos ou "chatos"; peito
escavado); alterações no aparelho cardiovascular (prolapso da válvula
mitral; leve dilatação da aorta ascendente); pele fina e suave nas mãos.
Jovens e adultos podem
apresentar:
·
Rosto
alongado e estreito com leve projeção da mandíbula para a frente.
·
Orelhas
proeminentes ou de tamanho maior que o normal, com implantação mais baixa.
·
Macroorquidismo (aumento do tamanho dos testículos por transtornos
endocrinológicos) após a puberdade.
As três últimas
características assinaladas são as manifestações físicas mais marcantes da
síndrome a partir da adolescência, principalmente em homens.
2. Características
emocionais e comportamentais:
Alterações na conduta,
mesmo sendo inespecíficas da SXF, podem tornar-se importantes suspeitas para
identificar seus primeiros sinais.
Elas requerem, contudo,
uma observação e interpretação cuidadosas. Por exemplo, um indivíduo com SXF
pode alterar seu comportamento num ambiente que mobilize a sua
hipersensibilidade a estímulos visuais, ruídos, odores e a estímulos táteis,
incluindo textura de alimentos.
São freqüentes
manifestações como:
·
Hiperatividade e pouca capacidade de atenção.
·
Movimentos
estereotipados, principalmente nas mãos, com ações repetitivas de mexer em
determinados objetos, bater, morder as próprias mãos, etc.
·
Condutas do
tipo autista, porém mais "intencionais" na comunicação com o ambiente e que,
geralmente, desaparecem com o crescimento. Comportamentos perseverativos,
com fixação em determinados objetos ou assuntos.
·
Ansiedade
social e resistência a mudanças no ambiente, podendo ocorrer crises de
pânico.
·
Traços de
excessiva timidez e inibição social.
·
Contato
ocular escasso.
·
Humor
instável. Pessoas com X-Frágil podem ser alegres e sorridentes e ter
dificuldades para controlar condutas explosivas, às vezes acompanhadas de
agressividade verbal ou física (principalmente em homens adolescentes e
jovens adultos).
Tais reações são
freqüentemente precipitadas por excesso de estímulos no ambiente ou por
exigências acima de suas capacidades.
Estudos têm revelado que
as mulheres levemente afetadas - principalmente se forem mães de filhos
também afetados - tendem a sofrer de instabilidade de humor, ansiedade e
depressão, com dificuldades nas relações interpessoais.
3. Características
cognitivas
(área intelectual)
O comprometimento mental,
seja em grau maior ou menor de retardo, pode mostrar-se desarmônico e não
uniforme.
Na área da linguagem
( articulação da fala e linguagem como expressão de pensamento) ocorrem:
·
Dificuldades
de comunicação e atrasos no aparecimento das primeiras palavras.
·
Alterações
na programação e execução do ato motor da fala (dispraxias verbais), assim
como na percepção e articulação de sons.
·
Alterações
de ritmo e velocidade ( fala rápida e confusa).
·
Fala
repetitiva e incoerente, com dificuldades para manter diálogo e fixar-se em
assuntos da conversação, embora o uso de vocabulário relativamente
desenvolvido seja observado.
Na área de processos e
habilidades mentais, indivíduos afetados pela SXF podem manifestar:
·
Relativa
facilidade em captar informações visuais do ambiente, percebendo-as de forma
simultânea e "fortuita", mas com tendência a manter-se no nível globlizado
(ou indiferenciado) de percepção.
·
Freqüentemente, fixam-se em detalhes visuais irrelevantes e dissociados de
um todo com significado.
·
Melhor
habilidade para aprender por imitação visual, chegando a resolver problemas
práticos e concretos.
·
Dificuldades
significativas em: reter informações, principalmente as que dependem de
processamento auditivo, seqüencial e analítico ou de assimilar noções
abstratas (como as requeridas pela leitura /escrita: perceber, relacionar e
fixar seqüências na estrutura de sons e letras com significado); resolver
situações-problemas mais abstratas e complexas; generalizar e aplicar
informações em situações novas.
Há, portanto, diversas
características da SXF que se assemelham aos sintomas de outros quadros
clínicos de atrasos e transtornos de desenvolvimento.
A investigação clínica
deve, pois, estar atenta para a análise da história familiar, principalmente
quando esta inclui a ocorrência de problemas persistentes de aprendizagem
e/ou de retardo mental em outros membros da família.
As manifestações da
síndrome podem ser avaliadas por escalas de critérios quantitativos e
qualitativos já existentes. Os parâmetros contidos nessas escalas permitem o
levantamento de suspeitas ou uma aproximação diagnóstica, revelando a
necessidade ou não do diagnóstico molecular que confirme a síndrome.
8. Como é feito o diagnóstico genético, quando é recomendado
e qual a sua importância ?
O
diagnóstico tornou-se mais preciso a partir de 1991, quando o gene FMR1 foi
descoberto. Com base em estudo molecular (DNA), identifica-se o número de
cópias CGG deste gene. Esse teste pode ser prescrito por qualquer médico. É
realizado através de uma amostra de sangue encaminhada para análise em
laboratórios de genética, especializados em diagnóstico molecular.
O
exame pré-natal também é possível, sendo recomendado quando existe
diagnóstico confirmado na família e sabe-se que a gestante é portadora da
pré-mutação.
Pelo
fato dos sintomas da SXF serem bastante sutis, especialmente em crianças
pequenas - e devido à sua alta freqüência entre a população - profissionais
especializados recomendam a prova do X-Frágil para avaliar ou reavaliar
casos de atraso de desenvolvimento e retardo mental de origem desconhecida.
O
desconhecimento da síndrome e o fato de seus sintomas serem similares a
outros quadros clínicos parecem contribuir para que muitos casos ainda se
mantenham com diagnósticos obscuros e imprecisos.
No
caso da SXF, a família pode identificar a origem dos problemas e melhor
compreendê-los para buscar tratamentos mais específicos. Além disso, o
conhecimento dos padrões de transmissão da doença auxilia na previsão das
probabilidades de um descendente herdá-la ou não.
O
assessoramento e o aconselhamento genético, logo após a confirmação da
doença, são auxílios decisivos para um casal planejar seu futuro, sabendo
dos riscos de transmissão.
Em
termos de saúde pública, a doença implica em alto custo econômico e social.
Portanto, a confirmação da SXF - precoce ou mesmo tardia - é sempre
recomendada. Não somente para aconselhamento genético, mas também para
redirecionar terapias que tenham sido ou estão sendo desenvolvidas,
tornando-as mais específicas e compatíveis com as peculiaridades da doença.
9. Existe tratamento para a SXF ?
Na
realidade atual, são as intervenções de atendimentos especializadas que
podem minimizar os problemas da SXF.
Mas,
os custos dos diversos atendimentos requeridos pelos seus sintomas são
elevados em todos os níveis, seja para a família ou para os próprios
serviços especializados.
Juntamente com a carga emocional, esses fatores são estressantes para as
famílias afetadas, visto que os problemas causados pela SXF permanecem por
toda a vida.
Dependendo das necessidades de cada caso, são realizados diversos
tratamentos ao longo das etapas de desenvolvimento de um indivíduo afetado.
Eles envolvem acompanhamento clínico em diversas especialidades, com ênfase
nas áreas de:
·
acompanhamento pediátrico, neurológico e/ou psiquiátrico (com intervenções
psicofarmacológicas);
·
estimulação
precoce para o desenvolvimento da área psicomotora;
·
atendimento
fonoaudiológico, para aquisição da fala (motricidade oral / fonoarticulação),
desenvolvimento e organização da linguagem oral e escrita;
·
psicoterapia
familiar e/ou individual;
·
atendimento
psicopedagógico clínico (para os transtornos de aprendizagem, organização e
desenvolvimento do potencial intelectivo);
·
educação
escolar, especial ou regular;
·
terapia
ocupacional e outros.
Pesquisas sobre a SXF, juntamente com dados de experiência clínica coletados
nos últimos anos, podem redirecionar tais atendimentos, tornando-os cada vez
mais compatíveis com os problemas da síndrome.
Especialmente no atendimento da área intelectiva, é recomendável que
procedimentos, metodologias e recursos sejam adaptados - e até criados -
para desenvolver mais intensamente as áreas mais fortes e minimizar as áreas
mais prejudicadas, presentes nos indivíduos com X-Frágil, conforme
descrições já disponibilizadas por tais pesquisas.
Os
recursos de informática em multimídia, por exemplo, pode ser adaptados para
enfatizar e facilitar a via de estimulação visual (gráfica/animada) e
auditiva que essas pessoas necessitam para melhor desenvolver suas
aprendizagens. A utilização do computador tem sido enfatizada, a partir de
experiências terapêuticas e educacionais realizadas tanto na área da
linguagem (fala/leitura/escrita) como no desenvolvimento das habilidades de
raciocínio.
O que
se persegue, portanto, são estudos e pesquisas que sinalizem procedimentos e
recursos cada vez mais específicos para as pessoas afetadas pela SXF.
Busca-se o diagnóstico, o tratamento mais precoce e especializado possível
da doença. Objetiva-se mediar, intensa, metodica e continuamente o
desenvolvimento máximo do potencial de inteligência e de aprendizagem
disponíveis em cada indivíduo afetado.
Às
pessoas afetadas pela SXF, deve-se propiciar e facilitar as aprendizagens
escolares e ocupacionais que possam atingir, estimulando tanto a aquisição
de habilidades mentais como a adoção de condutas adequadas para sua inserção
digna na sociedade.
Conforme citação veiculada pela Associação Síndrome X Frágil do Uruguai, "o
melhor prognóstico, mais que o diagnóstico, é a capacidade de aprendizagem e
evolução que toda pessoa tem".
10. Existem perspectivas de cura para a SXF ?
Atualmente, ainda não há cura para a SXF.
Na
área biomédica realizam-se intensas pesquisas para entendimento de
mecanismos e tratamentos potenciais para as desordens herdadas. Em tais
estudos incluem-se perspectivas futuras de tratamento para a SXF. Por
exemplo, estão sendo investigadas:
·
Terapia do
gene, estudando o que causa o X-Frágil e procurando determinar um outro gene
saudável, que possa ser inserido nas células afetadas para substituir o gene
mutante deficiente.
·
Terapia de
reposição da proteína, estudando a proteína que falta, devido à mutação, e
as possibilidades de introduzí-la por uma fonte externa capaz de aliviar
alguns dos sintomas cognitivos e comportamentais.
·
Psicofarmacologia, pesquisando o uso de medicações específicas
correlacionadas aos distúrbios intelectivos, emoci-onais e comportamentais
da síndrome.
As
respostas fundamentam-se em literatura científica recente, complementadas
por dados de experiência clínica fornecidos por profissionais colaboradores
desta edição:
LISETE ANNES HENRIQUES - Fonoaudióloga (CRFa-RS 0116) e psicopedagoga
clínica.
TÊMIS MARIA FÉLIX - Médica geneticista (CRM 15933) do Serviço de Genética
Médica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Pesquisa e redação: Lisete Annes Henriques - Porto Alegre, dezembro/1999.
BIBLIOGRAFIA
HAGERMAN,
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Issues. In: West J. Med, p. 129-137. Feb/1997.
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In: El Sindrome X
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MORGANTE, A . V. - A Síndrome do Cromossomo X-Frágil. In: Estudos
Avançados-Coleção Documentos Série Especial- Ciclo de Conferências Temáticas
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Publ. USP
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Síndrome de X Frágil y Discapacidad Mental Hereditária . Ministério de
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SHARFENAKER, S. et alli.
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Frágil. In: El
Sindrome X Frágil - Material Educativo de la Fundación Nacional de X Frágil
de Estados Unidos, p99 - 113. Publ. IMSERSO. Madri, 1998.
www.xfragil.com.br